Iprev Maceió e Banco Master: quem são os seis investigados pela PF

  • 10/08/2026
(Foto: Reprodução)
PF pede afastamento e sequestro de bens de seis investigados em suposto desvio Seis pessoas são investigadas pela Polícia Federal por possíveis irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. 📱Participe do canal do g1 Alagoas Entre os investigados estão o ex-diretor-presidente do instituto, o então coordenador-geral de investimentos, integrantes da estrutura de governança do Iprev, o CEO de uma consultoria que prestava assessoria ao órgão e o atual secretário municipal de Fazenda de Maceió. Nesta segunda-feira (10), a Polícia Federal cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na sede do Iprev, em Maceió, os agentes apreenderam documentos e computadores. A PF investiga duas aplicações feitas pelo Iprev em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. A primeira, de R$ 80 milhões, foi realizada em 2023, e a segunda, de R$ 17 milhões, ocorreu em 2024, somando os R$ 97 milhões. Segundo a Polícia Federal, a investigação busca reconstruir todo o processo que levou à decisão de investir os recursos, incluindo o credenciamento do banco, a cotação, a análise de risco, os procedimentos de governança e a aprovação dos aportes. O ministro André Mendonça também autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de valores dos seis investigados até o limite de R$ 97 milhões. Veja quem são os investigados e o que a PF apura Ronnie Reyner Teixeira Mota: Ex-diretor-presidente do Iprev, era a principal autoridade do instituto no período das aplicações. Segundo o inquérito, ele assinou as autorizações que formalizaram os aportes investigados. Gustavo Antônio Rodrigues de Souza: Cunhado de Ronnie Reyner, era coordenador-geral de Investimentos do Iprev. De acordo com a investigação, atuava na análise técnica das propostas e no encaminhamento dos processos para decisão. Renan Calamia: Dirigente e principal interlocutor técnico da Crédito & Mercado, empresa que prestava assessoria ao Iprev. Segundo a PF, ele era o principal interlocutor da consultoria com o instituto. A investigação apura se a empresa atuou de forma independente na avaliação das aplicações ou se houve direcionamento para beneficiar o Banco Master. Marília Alexandre de Lima Alves: Integrava a estrutura de governança e deliberação dos investimentos do Iprev. Segundo a PF, ela teria participado de decisões e recomendações relacionadas às operações investigadas. Marcelo Brasileiro Santos: Participante do Comitê de Investimentos e signatário de documento que recomendou a realização de investimentos oriundos do Banco Master. João Felipe Alves Borges: Atual secretário municipal de Fazenda de Maceió, integrava o Conselho de Administração do Iprev, responsável pelas diretrizes e pela política de investimentos do instituto. Investigados de operação da PF em Alagoas Reprodução/TV Asa Branca Alagoas O g1 procurou nesta segunda-feira (10), a defesa dos investigados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Imóveis públicos foram transferidos para o Iprev Além das aplicações no Banco Master, outra movimentação envolvendo o patrimônio do instituto chamou a atenção das autoridades. Duas semanas antes de a Previdência Municipal contratar uma nova consultoria, por quase R$ 8 milhões, a Prefeitura de Maceió havia transferido para o Iprev um conjunto de imóveis públicos. Os imóveis passaram a integrar o patrimônio do instituto e, segundo informações do próprio Iprev, poderiam ser utilizados como lastro para a estruturação de novos fundos de investimento. A transferência dos bens já havia sido questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal). Banco Master foi liquidado A instituição financeira de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado por problemas de liquidez e por violações de regras que regulam a atividade financeira. Em nota, o Maceió Previdência informou que vem colaborando com as investigações desde o início, prestando esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes. O instituto afirmou ainda que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis. O Maceió Previdência também destacou que seu patrimônio passou de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente e afirmou que mantém a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas. Polícia Federal realiza operação e cumpre mandados no Maceió Previdência Nick Marone/TV Asa Branca Alagoas

FONTE: https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/08/10/quem-sao-os-investigados-no-caso-dos-r-97-milhoes-do-iprev-aplicados-no-banco-master.ghtml


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